
Utilizando o Standard Bank (em que 20% do capital social está na posse do banco estatal chinês, «Industrial & Commercial Bank of China» como ponta de lança, os chineses têm em mira novos recursos minerais e agrícolas na Nigéria (petróleo e gás), em Moçambique (carvão, peixe e produtos agrícolas), no Gana (alumínio, minério de ferro e manganês), e na República Democrática do Congo (toda uma série de metais estratégicos).
De várias partes do Mundo, surgem sinais de manifesta preocupação quanto aos verdadeiros desígnios dos investimentos económicos que a República Popular da China tem vindo a efectuar nos últimos anos, refere o escritor Jim Jones, num artigo de opinião publicado no Business Times de Joanesburgo.
Relativamente a África, diz o autor, torna-se imperativo observar o que se situa sob as tentativas de empresas estatais chinesas em adquirir petróleo, minerais, e terras férteis em todo o continente africano. Ele salienta que a resposta dada pela Austrália, país que normalmente é favorável ao investimento estrangeiro, é elucidativa, tendo sido despoletada quando, há alguns meses, a China adquiriu 9% do capital social da RTZ, uma mina de minério de ferro.
As empresas estatais chinesas produtoras de aço têm vindo a envidar esforços no sentido de obterem controlo absoluto sobre as firmas de minério de ferro, vias-férreas de exportação e portos situados em Pilbara, na região da Austrália Ocidental. Os australianos têm boas razões para se sentirem receosos, na eventualidade das empresas estatais chinesas passarem a ter o controlo da gestão dessas firmas mineiras. Caso isso venha a ocorrer, não tardará que as exportações para a China passem a ser efectuadas a preços prejudiciais para a Austrália como forma de proporcionar matérias-primas baratas ao sector chinês de aço.
Jim Jones recorda que em Dezembro do ano passado, o presidente Thabo Mbeki da África do Sul lançou um aviso a todo o continente africano para que não se envolvesse em novas relações de timbre colonial com a China. Foram poucos os que escutaram as palavras de Mbeki, salienta o escritor.
Mas agora, utilizando o Standard Bank (em que 20% do capital social está na posse do Banco Industrial e Comercial da China, que é propriedade do Estado) como Cavalo de Tróia, os chineses têm em mira novos recursos minerais e agrícolas na Nigéria (petróleo e gás), em Moçambique (carvão, peixe e produtos agrícolas), no Gana (alumínio, minério de ferro e manganês), e na República Democrática do Congo (toda uma série de metais estratégicos).
Os zambianos e os congoleses manifestaram preocupação relativamente a investimentos chineses em minas existentes de cobre e cobalto, algumas das quais encontram-se vedadas ao público e que funcionam sob a alçada de gestores e força laboral provenientes da China, em detrimento da mão-de-obra local.
Em
No Sudão, país que recebe ajuda militar da China, não obstante as atrocidades cometidas na região de Darfur, o governo chinês despendeu biliões de dólares em furos de petróleo e em oleodutos para explorar as vastas reservas que se encontram no subsolo daquela região sudanesa.
Refere o autor do artigo, que o Ministério da Agricultura chinês anunciou o apoio oficial da China à aquisição de terras em África e América Latina, terras essas que passarão a ser exploradas por trabalhadores chineses a fim de fornecer alimentos a um país que se encontra à beira de não poder produzir comida para consumo próprio. E novamente, o Standard Bank será uma das chaves para fechar o negócio.
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